Fundamentando o Perfil do Seu Inglês

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Segundo Santos, ESP “é a especialização do ensino de inglês levando em consideração características que a Análise de Necessidades nos ajuda a elaborar”[1]. Conceito corroborado por Hutchinson e Waters[2] , Celani[3] e Robinson[4] entre outros.

Assim, certamente se um indivíduo nos procura com interesse de aprimorar sua leitura, digamos, acadêmica, nosso trabalho é ajudá-lo nessa empreitada. Contudo, como entendemos e como agimos ao utilizar a abordagem ESP é a de que precisamos desenvolver certas habilidades no aprendente. É leitura interpretativa, no caso de nosso exemplo, mas é ainda ajudar o aprendente a desenvolver habilidades de articulação linguística, é auxiliá-lo na compreensão e eficaz utilização de sua modalidade de aprendizagem. Nosso objetivo sempre é gerar o aprender a aprender.

Ao nos contatar o então prospectante nos fornece alguns dados para o processo de elaboração do seu perfil: em que nível de utilização do idioma está, quais são as aprendizagens que traz para essa experiência. O resultado dessa investigação nos ajuda a construir o que chamamos de Perfil do Seu Inglês.

O próximo passo então é olhar para a Análise de Necessidades com a perspectiva do Perfil do Seu Inglês e junto com um professor experiente elaborarmos o plano de ação. O trabalho do professor experiente é construir um syllabus que possa fornecer os subsídios, ou dito de outra forma, que responda a pergunta feita na NA: para quê você precisa aprender inglês?

O trabalho do aprendente é participar ativamente de todo esse processo. Não só no sentido de cumprir com as tarefas pedagógicas propostas, mas também no sentido de apropriar-se do processo numa autoria de pensamento[5].

Nosso objetivo é trabalhar os conteúdos então propostos de forma que aumente o sentido de autoria, autonomia e responsabilidade.

A Análise do áudio

A escuta do conteúdo em inglês está fundamentada nas concepções de voz e articulação como pontuadas por Mayer[6], Mojsin[7] e Gilbert[8]. Os parâmetros de definição de colocação do prospectante no nível baseiam-se tanto no CEFR[9] e no GSE[10].

Dessa forma os temas abordados pelo prospectante são auscultados para a elaboração de hipóteses do que se tem e oferecer algumas sugestões de melhoria, de áreas a serem trabalhadas, etc. No momento do feedback ainda reunimos as informações coletadas na Análise de Necessidades.

A competência comunicativa como abordagem

A competência comunicativa como um paradigma que defende a capacidade comunicacional como eixo norteador do trabalho. Nessa abordagem interessa-nos o desenvolvimento global do aprendente. Grandes contribuições trazem os estudos teóricos de Jennifer Jenkins[11] e Barbara Seidlhofer[12] que defendem a ideia do inglês como língua franca (ELF), que coloca o idioma como veículo para a comunicação intercultural. David Crystal[13] postula que 1,5 bilhões de pessoas falam inglês no mundo, com uma população estimada de 400 milhões de nativos. Esses números demonstram a influência do inglês nas trocas interculturais em todo o mundo.

Nossa missão é difundir conhecimentos de língua inglesa através de aulas presenciais e/ou online, cursos e palestras  no ambiente corporativo ou acadêmico, para que nossos alunos se tornem gestores de sua aprendizagem, com clareza e assertividade. Realizamos esse trabalho de forma inovadora com alegria e entusiasmo.

Referências

[1] SANTOS, M. A. M. ESP no ambiente corporativo brasileiro. Rio de Janeiro: UNESA, 2015.
[2] HUTCHINSON, T.; WATERS, A. English for specific purposes: a learning-centred approach. Cambridge, Cambridge University Press, 1987.
[3] CELANI, M. A. A. The Brazilian ESP Project: an evaluation. PUC/SP. São Paulo: EDUC, 1988.
[4] ROBINSON, P.  ESP – English for Specific Purposes. Pergamon Press, 1980.
[5] FERNANDEZ, A. Os Idiomas do Aprendizado. Porto Alegre: Artmed, 2001.
[6] MAYER, L. V. Fundamentals of voice and articulation. 15 ed. New York: McGraw Hill, 2013.
[7] MOJSIN, L. Mastering the American accent. Hauppauge, NY: Barron´s Educational Series, 2014.
[8] GILBERT, J. B. Clear speech: pronunciation and listening comprehension in North American English: student´s book. 3 ed. New York: Cambridge University Press, 2005.
[9] COUNCIL OF EUROPE. Common European Framework of Reference for Languages (CEFR): Learning, teaching, assessment. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.
[10] PEARSON, Global Scale of English (GSE): learning objectives for Professional english. New York: Pearson Education Limited, 2015. PDF.
[11] JENKINS, J. Repositioning English and multilingualism in English as a Lingua Franca.   Englishes in Practice, 2, (3), pp. 49-85.(doi:10.1515/eip-2015-0003), 2015.
[12] SEIDLHOPER, B. Understanding English as a lingua franca. Oxford: OUP, 2011.
[13] CRYSTAL, D. Emerging Englishes. [on line] Disponível em <www .davidcrystal .com/ ?fileid =- 4038> Acesso em 14 de julho de 2017.

 

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